Deputada federal pelo PSOL/SP em primeiro mandato, presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e autora da PEC do fim da escala 6x1. Primeira mulher trans a liderar uma bancada na Câmara dos Deputados.
Erika Santos Silva, conhecida como Erika Hilton, é uma parlamentar de primeiro mandato federal com trajetória de ativismo social prévio ao ingresso na política institucional. Mulher negra e trans, construiu carreira eleitoral ascendente em três pleitos consecutivos: candidatura em Itu (2016), vereança em São Paulo (2020) e Câmara dos Deputados (2022).[1]
Erika Hilton é filiada ao PSOL desde 2015 e integra a Federação PSOL-REDE. Posiciona-se à esquerda do espectro político, com perfil de parlamentar-movimento: articula mandato institucional, ativismo social e comunicação digital de alta capilaridade. Sua base eleitoral concentra-se na capital paulista e nas periferias, com forte adesão de juventude, população negra, comunidade LGBTQIA+ e movimentos sociais.[4]
Erika Hilton combina produção legislativa volumosa com ocupação de cargos de comando em comissões e frentes temáticas. Em 2026, é titular da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial e da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (que preside), além das comissões especiais sobre Inteligência Artificial (PL 2338/2023) e sobre o Fim da Escala 6x1 (PEC 221/2019); é suplente nas comissões de Trabalho e de Defesa do Consumidor e exerceu a vice-liderança da Federação PSOL-REDE em momentos pontuais do ano.[15]
A agenda pública da parlamentar concentra-se em política social, mundo do trabalho, direitos civis e regulação digital. Não há atuação pública documentada relevante em infraestrutura, energia, agropecuária, indústria ou política externa — à exceção de inserções pontuais internacionais em direitos humanos.
Eixo central do mandato: fim da escala 6x1, jornada de 40 horas semanais, duas folgas e valorização de acordos coletivos. Posição de resistência a compensações que fragilizassem a PEC.
Presidenta da Frente Parlamentar LGBT+; proposições contra transfeminicídio, dossiê de violências, paradas do orgulho e gratuidade na retificação de nome. Primeira trans a presidir a Comissão da Mulher.
À frente da Comissão da Mulher: saúde menstrual, condições de trabalho feminino, informação sobre aborto legal, anistia a condenadas por aborto e enfrentamento à violência política de gênero.
Autora da Lei 14.821/2024 (PNTC PopRua). Como vereadora, criou fundo e observatório contra a fome e fiscalizou centros de acolhimento da cidade de São Paulo.
Membra da Bancada Negra da Câmara; articulação do Quilombo nos Parlamentos 2026 (Coalizão Negra por Direitos), que reúne mais de 150 candidaturas negras.
Saúde menstrual, vacinação e defesa do SUS; audiências sobre HIV/AIDS e saúde da população negra; emendas de 2026 para atenção especializada em saúde (R$ 10,8 mi) e direitos LGBTQIA+ (R$ 6,3 mi autorizados).
Integra a comissão especial do PL 2338/2023 (regulação da inteligência artificial); defende regulação de plataformas e criminalização da desinformação; denunciou ameaças recebidas ao desmentir notícias falsas sobre o Pix (2025).
Proposição de endurecimento penal para queimadas criminosas (bloqueio de crédito e confisco de propriedades); voto contrário à PEC da Segurança Pública, criticando o modelo punitivo aprovado.
Voto favorável à reforma tributária com ressalvas; defesa de investimento social e de políticas de geração de trabalho digno como vetor de desenvolvimento; crítica a privilégios na política eleitoral (fundo partidário).
Integra o Movimento Revolução Solidária, corrente que reúne Boulos, Luciene Cavalcante e Henrique Vieira. A corrente defendeu a adesão à federação com PT-PCdoB-PV, rejeitada pela convenção nacional de março de 2026; anunciou permanência no partido, com críticas públicas à direção (presidida por Paula Coradi; Juliano Medeiros preside a federação). Líder atual da bancada: Tarcísio Motta.
Apoia a reeleição do presidente Lula. Principal ponte institucional: Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência desde outubro de 2025, que a defendeu publicamente na crise do fundo eleitoral de junho de 2026. Relação de apoio crítico: vota a favor de pautas estruturantes e contra pautas de segurança pública.
Interlocução consolidada com movimentos de moradia (MTST), Coalizão Negra por Direitos, movimentos LGBTQIA+ e centrais sindicais — centrais atuaram ativamente pela PEC da 6x1. Participação no lançamento do Quilombo nos Parlamentos 2026, iniciativa suprapartidária de candidaturas negras.
Enfrentamento direto com o PL, o partido Missão e o Novo no Conselho de Ética (representações por falas em redes sociais); episódios documentados de ataques transfóbicos por parlamentares (Abilio Brunini, 2023; Pastor Isidório, 2023) e pelo apresentador Ratinho (2026), com desdobramentos judiciais.
Membra ativa da Bancada Negra da Câmara (criada em novembro de 2023); presidenta da Frente Parlamentar LGBT+; integra a bancada feminina. Utiliza essas plataformas para pautar agenda e ampliar base de apoio além do PSOL.
Uso frequente de instrumentos jurídicos: queixa-crime contra Jair Bolsonaro (2021), acionamentos ao MPF (caso Ratinho), denúncias à ONU, ações contra reintegrações de posse. Relação operacional com a presidência da Câmara (Hugo Motta) para agenda legislativa e autorizações de viagem oficial.
A posição atual da parlamentar é de protagonismo crescente dentro do PSOL e da esquerda paulista, com trajetória eleitoral ascendente e capital político em expansão. Os movimentos verificáveis até agosto de 2026 permitem projetar três eixos de evolução.
A juventude, as populações marginalizadas, os grupos excluídos, as minorias políticas e maiorias sociais estão esperando a vez delas. E é isso que eu quero entregar.— Erika Hilton, sobre a campanha de reeleição, agosto de 2026
Nota metodológica: perfil elaborado em agosto de 2026 com base em fontes primárias (Câmara dos Deputados, Senado Federal, partido, TSE e tribunais) e imprensa. Informações sensíveis foram confirmadas em mais de uma fonte quando possível. Acusações e opiniões de terceiros estão identificadas como tais e não são tratadas como fatos estabelecidos.